quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A carga de cada filho.

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Depois que tive o Rafael, comecei a perceber com mais clareza a diferença entre os filhos. Filhos amados e desejados, do mesmo pai e da mesma mãe, pertencentes a uma mesma cultura mas com sexos diferentes. É inevitável que cada um tenha uma forma de se comportar, uma maneira de se relacionar, de demostrar afeto, com modos e necessidades diferentes de se expressar.

Mas o mais intrigante nessas relações tão fundamentais e complexas tem sido pensar na carga que cada um dos meus filhos carregam. Alice, a primogênita, veio com uma expectativa enorme. Primeira neta, primeira filha, cobaia do pai e da mãe, amada, muito amada. Vejo nela uma menina forte, que se expressa super bem mas que carrega consigo uma vontade grande de corresponder os nossos (pai e mãe) desejos. Mas o curioso disso tudo é que ao mesmo tempo, ela briga pra ter o seu modo de ser, a forma de falar (alto diga-se de passagem), de pensar, de buscar informações. Ela é a filha mais velha, a que é ambígua e vai de acordo com os que os pais querem, mas busca o seu próprio lugar no mundo. Ela é um misto de doçura e bravura, de determinação e ansiedade, de filha e irmã.

Rafael, o segundo filho, é plácido, calmo, mais relaxado, menos ansioso. Parece que veio somente para somar, sem grandes expectativas e com uma vontade enorme de viver. Ele ao contrário da irmã, não se sente cobrado. Fala pouco, observa muito, dorme com tranquilidade. Não tem peso, não tem pressa de crescer. E isso acaba refletindo na forma como lidamos com ele: sem muitos estímulos direcionados, sem preocupações bobas e inútéis. Ainda não mostrou a que veio, mas com o tempo vai mostrar pra todo mundo.

E é diante desse cenário que eu me sinto muitas vezes perdida. Sem saber muito bem qual é o meu papel. É inevitável não sentir angústia ou medo. É muito ruim olhar para um filho e perceber que ele sofre, que ele carrega expectativas que não são deles. Mas até que ponto os pais podem e conseguem intervir em algo que foge do controle deles?

E o processo de vir a ser, de tornar-se algo, que todos nós passamos? É possível aplacar essas angústias materna e não se sentir responsável pelo que vier no futuro? Mas uma coisa é certa: Alice sempre será a primogênita e Rafael sempre será o caçula, isso é fato.

*PS: já viram a festinha Joaninha no blog da Doceria??? Corre lá!!!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Aprendendo com o porquinho.

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Ontem a Roberta fez um post sobre o cofrinho da Luísa, sua filha e o assunto me remeteu a algumas histórias já vividas na minha infância e agora com Alice.
Educação financeira começa em casa e é por isso que Alice tem um cofrinho. Ela já encheu duas vezes e comprou dois quebra-cabeças que ela mesma escolheu na loja. Nada caro, até porque não é esse o objetivo mas é uma experiência que todos os pais deveriam fazer com os filhos.

A relação com o dinheiro precisa ser trabalhada desde a infãncia e com o cofre as crianças começam a compreender que precisamos poupar para poder comprar. Eu acho que ela ainda é nova mas quando tiver uma idade adequada vai receber mesada.

Quando eu era criança, deveria ter uns seis anos, ganhei uma cartela de brincos adesivos (vcs se lembram desses brincos?) que fizeram o maior sucesso com a vizinhaça. Quando vi a euforias as crianças todas não pensei duas vezes e comecei a vender os meus brincos. Foi um entra e sai na minha casa o dia todo. E quando vendi todos os brincos chegou uma mãe desesperada na minha casa querendo comprar. Minha falou que tinha acabado e explicou em qual loja que ela havia comprado. Mas a menina chorava porque não tinha e precisava dos brincos. Eu sai do meu quarto e não pensei duas vezes: vendi os brincos que estavam grudados na minha orelha.

A noite, pequei o dinheiro e fui com a minha família e uma amiga pra sorveteria. Paguei sorvete pra todo mundo e com o meu dinheiro. Isso me deu um orgulho danado!!! Acho que essa foi a minha primeira experiência como empreendedora.

E eu nunca fui uma pessoa consumista e gastadeira. Sempre dei valor a dinheiro, sempre a prendi com meus pais que é preciso trabalhar muito pra poder ganhar e que nada, nadinha cai do céu.

Falando em trabalho, tem um post fresquinho de uma festa muito especial. O tema? Chapeuzinho Vermelho. Passa lá.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

De volta pra casa.

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Gente que final de ano mais corrido esse! Trabalhei até os 45 minutos do segundo tempo, fui correndo fazer as compras de Natal, preparei uma sobremesa sem vergonha deliciosa e fomos pra casa da sogra brindar com a família. No outro dia fomos pra casa dos meus pais que fica a 80 km de Bsb, um bate e volta cansativo mas necessário. Viajamos um dia depois e voltamos ontem.

Pegamos muita chuva, muita mesmo. BH estava desabando. Não deu pra fazer nada fora shopping -casa dos parentes - hotel. No final eu já estaba entediada e como é boa a sensação de retornar pra casa. Aos poucos vou voltando, lendo os e-mails e colocando a vida em ordem.

Tenho muitas coisas pra fazer. A palavra de ordem é organização. Preciso. Urgente.

Volto em breve com novidades e posts legais, prometo.

Beijos e ótimo 2012!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Perto do fim...do ano.

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E dezembro já está na medade??? Mas eu nem vi que ele tinha chegado. O clima de trabalho foi tão intenso que finalizei ontem as minhas encomendas (grazadeus) e finalmente posso começar a curtir esse finalzinho de ano que eu tanto amo. E são tantas coisas pra colocar em ordem que medá uma certa preguiça. Mas vou começar comprando os presentes de natal que esse ano serão poucos. Vamos viajar na sequência e preciso deixar as duas malas que pretendo levar já arrumadas. Uma coisa que adoro fazer é colocar toalhas novas nos banheiros. Não sei o motivo mas me dá uma sensação boa isso, de renovar as toalhas e roupas de cama. Claro que a faxina básica na papelada do Fred também vai rolar. Quero contar quantos sacos irão para o lixo.

Fazendo uma retospectiva, 2011 foi um ano e tanto pra mim. De muitas descobertas e realizações profissionais. Mudei completamente o meu caminho e me encontrei. Conheci novas pessoas, fortaleci vínculos com pessoas já queridas mas também me decepcionei com uma falsa amiga. Amizade de conveniência eu passo longe. Mas eu não posso reclamar. Só quero perto quem me quer bem. Não pretendo fazer planos para realizar em 2012. Tenho muito trabalho e muitas idéias. Todas na cabeça e prontas pra colocar em prática.

Meu casamento também vai muito bem. Estamos felizes, namorando, voltando a nos curtir como um casal. Só quem tem filhos pequenos sabe como isso é difícil. E por falar em filhos, como Alice cresceu nesse ano. Não só fisicamente mas psicologicamente também. E está madura, cheia de percepção, inteligente. Uma menina que surpreende pela fala e raciocínio.
Rafael ao que tudo indica será o bebezão da casa. Mais tranquilo, manhoso, não tem pressa pra crescer. Curto os dois em suas diferenças. São universos bem distintos mas encantadores.

E que venha 2012. Cheio de novas energias e esperanças. Um brinde à vida e suas surpresas. Um brinde à vocês que fazem de mim uma pessoa melhor. Obrigada por cada comentário, dica, recado, carinho.

Beijos,

Tathy e família.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Biscoitos de Natal - Receita

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 Eu adoro as tradições natalinas e tudo o que envolve essa época do ano. Agora, esse momento é muito difícil de fazer uma dieta porque a quantidade de encontros e comelanças parece não ter mais fim. Aqui em casa eu gosto de fazer os famosos e já tradicionais biscoitos de Natal. Uma ótima forma de presentear aqueles que durante o ano estiveram presentes em nossas vidas.

Eu fiz inclusive como opção de presente de comer na A Doceria da Tathy e foi um sucesso de pedidos. Alice que adora colocar a mão na massa já aprendeu a fazer os deliciosos e perfumados biscoitos. Agora você também vai aprender. É uma ótima forma de integração com as crianças. Aqui em casa nós aprovamos.

Receita:

1 tablete de manteiga sem sal (em temperatura ambiente);
1 ovo caipira;
1 xícara de açúcar cristal;
3 xícaras de farinha de trigo especial;
1 colher se chá de fermento em pó;
1 colher de sopa de essência de baunilha;
1 colher de sopa de cacau em pó (opcional) ou 3 colheres de sopa de catanha do pará processada (opcional).

Modo de fazer:

bata na batedeira o ovo, a manteiga e o açúcar até ficar uma mistura lisa e mais clara. Acrescente lentamente a farinha, a essência, o fermento e o ingrediente opcional. Bata até misturar tudo e depois com as mãos vá juntando toda a massa.
Divida em quatro partes e enrole separadamente com um plástico filme. Leve à geladeira por uma hora e depois abra a massa com a ajuda de um rolo. Se precisar polvilhe a superfície aonde for abrir a massa e a mesma para não grudar no rolo. Asse até dourar em forno a 200°. Polvilhe açúcar ou decore como preferir.






Beijos e boa semana.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Fotografia Infantil

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Eu sou apaixonada por fotos e por fotografar meus filhos. Elas eternizam momentos que com o passar do tempo ficariam somente na nossa memória. E eu tenho uma queda por fotos infantis, principalmente aquelas feitas com bom equipamento e bom profissional.

Confesso que eu não tenho muito jeito com a coisa. Não sei se é só a minha máquina caseira de má qualidade ou se eu também não sou habilidosa o bastante, mas enquanto doceira e decoradora, estou muito satisfeita, obrigada. E percebi também a dificuldade que é tirar foto da Alice e do Rafa juntos. Enquanto ela faz mil poses, ele não olha pra câmera e ainda se movimenta muito. Ou seja: fotos borradas, tremidas e de péssima qualidade.

Mas os meus filhos estão em uma fase tão divertida gente. Eles brincam juntos, se beijam, são companheiros e eu queria tanto eternizar esses momentos. Foi aí que entrou a Vivi Manzur : fotógrafa, mãe de três, casada com fotógrafo, blogueira e mil e uma atividades. Ela foi a responsável por fotos lindas dos meus filhos e de quebra passamos uma tarde super divertida, em ótima companhia.

Se você é de Brasília e gosta de fotos, entre em contato com ela. Porque só quem é mãe sabe como é importante estar com um profissional que valoriza a infância, respeita as crianças e ainda por cima é super carinhosa.

Eu recomendo de olhos fechados!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Hoje o dia é dela: Parabéns Alice!!!

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Cinco anos filha. Eu nem acredito que chegamos aqui. Uma mão cheia como você mesma diz. E daqui a mais cinco você já não vai mais estar na primeira infância. A sensação que eu tenho é que depois que você nasceu, eu aprendi a contar os anos de uma forma diferente. Porque antes de você minha filha eu só pensava em mim. E depois que você nasceu eu passei a pensar primeiro em você. Eu aguaradava ansiosamente pelas suas primeiras palavras, pelos seus primeiros passos, pelos seus aniversários, pelos natais, pelo primeiro dia de aula, pela primeira palavra escrita, pelos primeiros desenhos, pela primeira noite que você iria dormir fora de casa.

E foi assim filha minha, que vi o tempo passar. E hoje o meu tempo é o seu tempo. As minhas conquistas são as suas conquistas, os meus passos são os seus passos. E o que são cinco anos? Eu me lembro das minhas primeiras lembranças com essa idade. Eu já tive cinco anos, eu já fui criança e hoje tento fazer esse exercício em momentos difíceis pra me lembrar de como eu era e de como eu gostava de ser tratada.

Eu me lembrei dos meus medos, dos monstros que moravam na janela do meu quarto e vejo você com seus medos atuais de monstro e de fantasma. Eu me lembro que eu enrolava muito pra comer e escondia as carnes debaixo do prato, e você também enrola pra comer e eu acabo ficando preocupada com a sua saúde e por isso brigo com você.

Nessa época, minha mãe era a minha referência, era a minha melhor amiga, mas com o passar do tempo as minhas amigas crianças passaram a ter um lugar no meu coração e na minha vida e em muitos momentos eu preferi ficar com elas do que com a minha mãe. Eu sei que esse tempo vai chegar nas nossas vidas, que você vai crescer mais e por mais que eu te peça pra ficar pequena e você me dizer que não tem como e que precisa crescer, o nosso amor nunca vai se perder.

Obrigada minha pequena Lili por ser minha doce, questionadora e inteligente filha.

Eu te amo para todo o sempre,


Mamãe.
 

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